Na rede da leitura literária e intersemiótica
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22117313Palavras-chave:
Leitura literária, Leitura intersemiótica, Signos verbais e não verbaisResumo
O artigo discute a leitura literária como experiência criativa, imagética e intersubjetiva, enfatizando seu caráter inventivo e transformador. A literatura é compreendida como linguagem falante que convoca o leitor a produzir novas significações por meio do encontro entre palavra e imagem. A leitura, longe de ser ato passivo, constitui-se como gesto corporal e simbólico no qual o leitor reanima o texto, ativando sua memória imaginante e reconstruindo sentidos de forma singular e contínua. Dialogando com autores como Chartier (1999), Merleau-Ponty (2002), Bachelard (1988), Manguel (1997), Iser (1996) e Samoyault (2008), argumenta-se que o texto literário é sempre plurissignificativo, intertextual e sustentado por uma rede de imagens que se renova a cada leitura. Em seguida, discute-se a intersemiose como dimensão essencial da leitura contemporânea, entendida como interação entre diferentes sistemas sígnicos. A partir de Saussure (1989), Barthes (1992), Jakobson (1995), Plaza (1987) e Pignatari (2004), evidencia-se que ler é relacionar signos verbais e não verbais em permanente processo de transmutação e semiose. Assim, a leitura intersemiótica envolve a articulação de múltiplos códigos para produzir sentidos, reafirmando o leitor como coprodutor da obra e a literatura como espaço dinâmico de criação, interpretação e diálogo entre linguagens.
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