Oficinas socioeducativas na percepção de autonomia decisória no envelhecimento
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22183424Palavras-chave:
Pessoa Idosa, Educação permanente, Socialização, Tomada de DecisãoResumo
O envelhecimento populacional impõe desafios para a manutenção da autonomia decisória e da socialização da pessoa idosa, exigindo estratégias que promovam seu protagonismo e inserção social. O presente estudo teve como objetivo investigar a percepção de pessoas idosas sobre sua autonomia e socialização após a participação em oficinas socioeducativas na cidade de Santos-SP. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo e interventivo, realizada com 12 pessoas idosas, com idades entre 60 e 79 anos. A intervenção estruturou-se em um ciclo de sete semanas, contemplando a aplicação de cinco oficinas temáticas: Movimento Corporal; Inclusão Digital e Conexões Sociais; Direitos da Pessoa Idosa; Fotografia – um novo olhar e Estimulação Cognitiva e Criatividade. A coleta de dados ocorreu por meio de diário de campo, registros fotográficos e uma roda de conversa na fase final, sendo os relatos transcritos e avaliados segundo a análise de conteúdo de Bardin. A análise originou três categorias temáticas: I) Ressignificação do Espaço e Cidadania; II) Sociabilidade e Rompimento do Isolamento; e III) Avaliação Crítica e Demanda Educacional. Os resultados demonstraram que as oficinas transcenderam o aprendizado técnico, atuando como ferramentas de resgate da cidadania, fortalecimento de vínculos afetivos e favorecendo a mitigação do isolamento social e o estímulo à socialização, especialmente para a parcela da amostra que não participava de outros grupos sociais. Além disso, os participantes assumiram uma postura reflexiva e crítica, demandando maior aprofundamento de carga horária e em temas atuais, como Inteligência Artificial. Conclui-se que intervenções socioeducativas são eficazes para promover o envelhecimento ativo, o sentimento de pertencimento e o protagonismo da pessoa idosa, devendo subsidiar futuras políticas públicas e projetos de extensão com maior densidade acadêmica.
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