O público e o privado no contexto do Estado capitalista e a dialética da gestão pública no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22698997Palavras-chave:
Estado capitalista, Público e privado, Gestão pública, GerencialismoResumo
O artigo analisa a constituição histórica das relações entre o público e o privado no Estado capitalista e sua expressão contraditória na administração pública brasileira, do patrimonialismo ao gerencialismo. Trata-se de pesquisa qualitativa, teórica, bibliográfica e documental, orientada pelo materialismo histórico-dialético. O corpus reúne obras clássicas e contemporâneas e documentos como a Constituição Federal de 1988, o Decreto-Lei nº 200/1967, o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado e leis sobre organizações sociais, OSCIPs e parcerias público-privadas. Sustenta-se que patrimonialismo, burocracia e gerencialismo não são etapas estanques, mas formas que se combinam desigualmente na formação estatal brasileira. A aparência de modernização e neutralidade técnica da reforma gerencial é confrontada com sua essência contraditória: o Estado não desaparece, mas redefine funções, transfere a execução de políticas e amplia regulação, avaliação e contratualização. Conclui-se que a democratização da gestão pública exige subordinar eficiência e parcerias à universalidade dos direitos, à capacidade estatal, ao controle social e à participação decisória.
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