Educação para a emancipação
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22759955Palavras-chave:
Emancipação, radicalidade, opressão, consciência societalResumo
No texto, esboçaremos três perspectivas acerca do que podemos entender por Emancipação, em Paulo Freire. Brevemente: 1) construção simultânea à edificação da Liberdade (libertação do jugo, da opressão individual, e que se alinha com a Autonomia); 2) afirmação da politicidade, da convulsão, como mudança radical da realidade societal (fenômeno afirmativamente social, sistêmico, sistemático); 3) destacando-se a transformação, mudança processual, em que se alinham, em convergência de movimentação simultânea, dialética afirmativa e inclusiva, tanto a Liberdade (processo de libertação), quanto a Emancipação e a Autonomia. Neste sentido, ganhariam destaque de convergência o Pensamento Científico de Gramsci, em especial o Intelectual Orgânico, e a condição da subalternidade. Contudo, por exigirem maior envergadura em termos de espaço para análise, essa tarefa escaparia facilmente ao escopo de um artigo. Além disso, o objetivo deste texto é basicamente observar algumas possibilidades constantes na Pedagogia do Oprimido, quanto ao(s) enunciado(s) da Emancipação. Qualquer que seja a perspectiva empreendida por nós, o curso analítico e de transformação será uma intuição constante – o que mudaria seria o “fazer-se política”, o caminho, o processo político, institucional (ou não), e não o objetivo. Se entendermos que a Emancipação (da subalternidade do Oprimido) é a negação da negação – visto que a opressão é a negação do ser social –, então, a Emancipação recolhe a denúncia e se institui enquanto afirmação (porque corresponde à superação social da negação). De todo modo, estaremos tratando da práxis, da aliança entre reflexão e ação.
Referências
BACHELARD, Gaston. Formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.
BAUMAN, Zygmunt. Vigilância Líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.
CHAUÍ, Marilena. Filosofia, um modo de vida. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025.
DELROIO, Marcos. Gramsci e a Emancipação do subalterno. S. Paulo: Editora da Unesp, 2018, p. 241-256.
DERRIDA, Jacques. Força de Lei. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? (7ª ed.). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 14. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Autores Associados/Cortez, 1986.
FREIRE, Paulo. Política e Educação. São Paulo: Cortez, 1993.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Editora UNESP, 2000.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Tolerância. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2018.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 69. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2019.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2022.
FREIRE, Paulo. Política e educação. 12. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2024.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere. (Org. Carlos Nelson Coutinho). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
HABERMAS, J. Técnica e Ciência como “Ideologia”. Lisboa: Edições 70 Ltda; 1997.
HÄBERLE, Peter. Pluralismo y Constitución: estudios de teoría constitucional de la sociedad abierta. Madrid: Tecnos, 2008.
HESSE, Konrad. A força normativa da Constituição. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Editor, 1991.
MARTINEZ, Vinício Carrilho. Estado de Exceção e Modernidade Tardia: da dominação racional à legitimidade (anti) democrática. Tese de Doutorado em Ciências Sociais. UNESP/Marília, SP: [s.n.], 2010, 410 páginas.
MARTINEZ, Vinício Carrilho. Educação e Sociedade. São Carlos: Amazon, Ebook Kindle, 2025a. Disponível em: https://a.co/d/393SyBS.
MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1996.
STRECK, Danilo R. (et. al.). Dicionário Paulo Freire. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2010.





































