Influência da aromaterapia na redução do estresse ocupacional em profissionais da saúde
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22907110Palavras-chave:
Aromaterapia, Estresse Ocupacional, Profissionais da Saúde, Práticas Integrativas e Complementares, Saúde do Trabalhador, Qualidade de VidaResumo
O estresse ocupacional configura-se como um dos principais agravos à saúde dos trabalhadores na atualidade, destacando-se no setor da saúde devido às características intrínsecas da atividade laboral. Os profissionais dessa área estão constantemente expostos a cargas de trabalho elevadas, responsabilidade direta sobre a vida de outras pessoas, contato com o sofrimento humano, jornadas exaustivas e pressão por resultados, fatores que contribuem significativamente para o desencadeamento de processos estressivos. Quando não gerenciados adequadamente, esses processos podem evoluir para quadros de ansiedade, depressão, distúrbios do sono, alterações fisiológicas e, em casos mais graves, para a Síndrome de Burnout, impactando negativamente a qualidade de vida do trabalhador e a qualidade da assistência prestada à população. Nesse contexto, as Práticas Integrativas e Complementares (PICs) surgem como alternativas terapêuticas eficazes, seguras e de baixo custo para a promoção da saúde e o cuidado integral do ser humano. Dentre essas práticas, a aromaterapia ganha destaque por utilizar óleos essenciais extraídos de plantas para restabelecer o equilíbrio físico, emocional e mental do indivíduo, atuando por meio de mecanismos fisiológicos que influenciam diretamente a resposta do organismo ao estresse. Este artigo tem como objetivo analisar a influência da aromaterapia na redução do estresse ocupacional em profissionais da saúde, por meio de uma revisão bibliográfica ampla e sistemática da literatura científica, de normativas oficiais e de materiais técnicos especializados. A metodologia adotada é a pesquisa descritiva e qualitativa, baseada em revisão de literatura, conforme orientações institucionais, sem a realização de pesquisa de campo ou estudo de caso. Os resultados obtidos demonstram que a aromaterapia apresenta evidências científicas consistentes de eficácia na redução dos níveis de estresse, ansiedade e tensão emocional. A aplicação de óleos essenciais como lavanda, camomila, bergamota e ylang-ylang, por meio de diferentes vias de administração, promove a modulação do sistema nervoso autônomo, reduzindo a atividade do sistema nervoso simpático e ativando o sistema parassimpático, responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar. Conclui-se que a aromaterapia é uma ferramenta valiosa para ser incorporada às políticas de saúde do trabalhador e de gestão de pessoas nos serviços de saúde, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais, a redução do absenteísmo e a qualificação da assistência prestada. Destaca-se a importância da capacitação adequada dos profissionais que irão aplicar a técnica, garantindo a segurança e a eficácia do tratamento.
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