Sala de aula invertida e mídias educacionais: contribuições para o ensino de Ciências
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23349856Palavras-chave:
Metodologia ativa, Mídias digitais, Anos finais, CélulasResumo
Este estudo teve como objetivo analisar as contribuições da metodologia de sala de aula invertida, articulada à utilização de mídias digitais educacionais, para o processo de ensino e aprendizagem do conteúdo de células no Ensino de Ciências. A investigação caracteriza-se como uma pesquisa descritiva, de abordagem qualitativa, desenvolvida na modalidade de relato de experiência, com a participação de 18 estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal. O percurso metodológico compreendeu o levantamento diagnóstico dos conhecimentos prévios dos estudantes, a elaboração de materiais educativos digitais, a implementação da intervenção pedagógica e a avaliação da experiência. Foram utilizados recursos audiovisuais, jogos interativos e modelos tridimensionais, organizados por meio das plataformas Padlet, Wordwall, Kahoot e Inspirit. Os resultados do diagnóstico evidenciaram dificuldades relacionadas à compreensão de conceitos fundamentais da Biologia Celular, justificando a necessidade de retomada desses conhecimentos. Após a exploração dos materiais educativos, os estudantes apresentaram aproveitamento médio de 89% na avaliação realizada por meio do Kahoot. As percepções dos participantes indicaram receptividade à proposta pedagógica, destacando maior interesse e facilidade percebida na compreensão dos conteúdos abordados. Conclui-se que a articulação entre sala de aula invertida e mídias digitais apresenta possibilidades para a diversificação das práticas pedagógicas no Ensino de Ciências, desde que fundamentada no planejamento intencional, na mediação docente e nas condições de acesso dos estudantes às tecnologias.
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