A terceirização do pensamento na era da inteligência artificial: impactos sobre a autonomia cognitiva, o pensamento crítico e a aprendizagem dos estudantes
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23698279Palavras-chave:
Inteligência artificial, Autonomia cognitiva, Pensamento crítico, Aprendizagem, EducaçãoResumo
A terceirização do pensamento na era da inteligência artificial constitui um fenômeno educacional emergente relacionado à transferência de atividades cognitivas, como interpretação, produção textual, resolução de problemas e tomada de decisões, para sistemas digitais capazes de gerar respostas automatizadas. O estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-reflexivo, e tem como objetivo analisar os impactos do uso crescente da inteligência artificial sobre a autonomia cognitiva, o pensamento crítico e a aprendizagem dos estudantes. A metodologia fundamenta-se na análise de produções científicas e documentos acadêmicos relacionados à inteligência artificial aplicada à educação, aprendizagem, pensamento crítico e dependência tecnológica. Os achados indicam que essas ferramentas apresentam potencial para personalizar experiências educacionais, ampliar o acesso à informação e apoiar diferentes processos de aprendizagem. Entretanto, seu uso acrítico e excessivamente dependente pode reduzir o esforço cognitivo, favorecer respostas superficiais e limitar oportunidades de argumentação, reflexão e construção autônoma do conhecimento. Conclui-se que o principal desafio educacional não consiste em rejeitar a inteligência artificial, mas em incorporá-la de maneira crítica e pedagogicamente orientada, preservando o protagonismo intelectual do estudante e utilizando a tecnologia como suporte, e não como substituta do processo de pensar.
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