O que estudantes da educação básica dizem sobre aprender com inteligência artificial generativa: relatos e notas
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23749325Palavras-chave:
aprendizagem significativa, organizadores prévios, inteligência artificial generativa, cultura pop, Educação BásicaResumo
Este artigo analisa as percepções de estudantes da Educação Básica sobre personas inspiradas na cultura pop, configuradas em inteligência artificial (IA) generativa, como organizadores prévios da aprendizagem significativa. O estudo, exploratório e de abordagem mista, envolveu 21 estudantes concluintes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de três escolas públicas estaduais de Currais Novos (RN), que responderam a um questionário após uma oficina sobre IA generativa. A análise fundamenta-se na teoria da aprendizagem significativa (Ausubel, 2003) e em sua vertente crítica (Moreira, 2010), na noção de cultura participativa (Jenkins, 2009) e na tipologia de usos da IA por estudantes (Mollick; Mollick, 2023). Os itens fechados foram analisados por distribuição de frequências e tabulação cruzada; as respostas abertas, por análise de conteúdo orientada por categorias teóricas derivadas desse referencial. A maioria considerou que as personas ajudaram na compreensão (80%) e tornaram a aula mais interessante (85%). Os que se declararam motivados avaliaram o próprio entendimento de forma mais positiva do que os pouco motivados. Contudo, 76,2% relataram ter aprendido sobretudo a usar a IA, e a menção a conteúdos curriculares foi residual. Concluímos que a persona atua como ponte analógica e mobiliza a predisposição para aprender, mas exige mediação docente para que a ferramenta não ocupe o lugar do conteúdo.
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