A inteligência artificial na educação: entre as possibilidades pedagógicas e os desafios éticos
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23826540Palavras-chave:
Inteligência artificial, Educação, Tecnologias digitais, Práticas pedagógicas, Ética educacionalResumo
A incorporação da inteligência artificial aos processos educacionais têm provocado transformações significativas nas práticas pedagógicas, nas formas de produção do conhecimento e nas relações estabelecidas entre professores, estudantes e tecnologias digitais. O desenvolvimento de sistemas inteligentes, especialmente aqueles baseados em inteligência artificial generativa, amplia as possibilidades de personalização do ensino, elaboração de materiais didáticos, acompanhamento da aprendizagem e desenvolvimento de estratégias metodológicas inovadoras. Entretanto, sua utilização também suscita questionamentos relacionados à ética, à privacidade, à confiabilidade das informações, à autonomia intelectual, à desigualdade de acesso e à responsabilidade pedagógica. Nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo analisar as possibilidades pedagógicas da inteligência artificial na educação, considerando seus impactos nos processos de ensino e aprendizagem e os principais desafios éticos decorrentes de sua incorporação ao ambiente educacional. Metodologicamente, caracteriza-se como um estudo de abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica e caráter analítico-reflexivo, fundamentado em produções acadêmicas, documentos institucionais e referenciais relacionados à educação, às tecnologias digitais e à ética na inteligência artificial. A discussão evidencia que a inteligência artificial pode contribuir para a ampliação das experiências educativas, desde que sua utilização esteja fundamentada em princípios de responsabilidade, inclusão, transparência e valorização da autonomia humana. Conclui-se que a tecnologia deve ser compreendida como instrumento de mediação e apoio pedagógico, não como substituta da atuação docente ou da capacidade crítica dos estudantes.
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