DESIGUALDADES EDUCACIONAIS: DADOS DO IBGE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.10929105

Palavras-chave:

Ensino, Educação, Formação, Docentes

Resumo

A Síntese de Indicadores Sociais do IBGE sempre focou as desigualdades educacionais, olhando pela perspectiva censitária da PNAD Contínua, acrescentando contribuição muito relevante, para além das avaliações vinculadas ao MEC (Ideb, Enem etc.). Nesta fornada, foi contemplado o impacto da pandemia na educação, um mérito formidável, elevando incrivelmente a utilidade pública do IBGE. A pandemia não está sendo só uma crise sanitária, mas infiltra-se em todo o tecido social e econômico do país, também na educação. Vou apontar críticas à posição do IBGE, cuja visão é muito comum entre educadores, mas, antes de mais nada é o caso aclamar a iniciativa. O problema inicial é que o foco está no “acesso à escola” das crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, por decisão constitucional (IBGE, 2021:73). O impacto foi generalizado, mas é mais preocupante na rede pública, onde estão por volta de 80% da matrícula da educação básica. Isto intensificou as desigualdades históricas, porque atingiu a capacidade de propor atividades alternativas internas e externas, em função das realidades de acesso a tais atividades por alunos com características distintas socioeconômicas e tecnológicas. Estar na escola pode não ser grande coisa, se o aprendizado adequado for residual, como é quase sempre o caso (Demo & Shigunov Neto, 2021). 

Biografia do Autor

Renan Antônio da Silva, Universidade Federal de São Carlos - UFScar

Docente Permanente (orientador de mestrado e doutorado) no Programa de Pós - Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PPGCTS) da Universidade Federal de São Carlos (UFScar). Pesquisador Externo do Centre for Law, Democracy, and Society (CLDS) da Queen Mary University of London. Editor do Periódico Perspectivas Contemporâneas (Qualis B1). Líder no Grupo de Pesquisa em Educação, Cultura, Memória e Arte (GEPECUMA - UNESP). Atuou como Coordenador de Ensino e Pesquisa na Oxford Latam Brasil (2023/2024). Foi Bolsista de Desenvolvimento Científico Regional do CNPq (PDCR) - Nível C.

Referências

CENSO ESCOLAR. 2021. Resumos Técnicos de cada estado. Inep - https://www.gov.br/inep/pt-br/centrais-de-conteudo/acervo-linha-editorial/publicacoes-institucionais/estatisticas-e-indicadores-educacionais?categoria=&form.submitted=1&b_start:int=0&dt_inicio=&b_size=20&dt_fim=&texto=%22Censo%20da%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20B%C3%A1sica%202020%22

DEMO, P. & SHIGUNOV NETO, A. 2021. A gênese da escola pública: uma breve análise histórica e atual da escola brasileira. Edições Hipótese, Itapetininga - https://drive.google.com/file/d/19bG_YmhepTbLjA3qprzv_xGUcazmLFQp/view

DEMO, P. 2020. Algum risco de dar certo na educação básica – Exemplo do Ceará - https://pedrodemo.blogspot.com/2020/12/ensaio-556-algum-risco-de-dar-certo-na.html

IBGE. 2021. Síntese de Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida da população brasileira 2021. IBGE, Rio de Janeiro. https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101892.pdf

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Publicado

2024-04-04

Como Citar

Silva, R. A. da. (2024). DESIGUALDADES EDUCACIONAIS: DADOS DO IBGE. Revista OWL (OWL Journal) - REVISTA INTERDISCIPLINAR DE ENSINO E EDUCAÇÃO, 2(2), 91–97. https://doi.org/10.5281/zenodo.10929105