ABORDAGEM TAPP PARA O TRATAMENTO DE HÉRNIA VENTRAL: EFICÁCIA, VANTAGENS E COMPLICAÇÕES
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17239312Palavras-chave:
cirurgia minimamente invasiva, tela biológica, complicações pós-operatória, reparo de hérnia ventral, técnica TAPPResumo
Objetivo: Este estudo teve como objetivo revisar a literatura sobre a técnica cirúrgica TAPP (Transabdominal Preperitoneal) aplicada no reparo de hérnias ventrais, com foco nas complicações associadas e nas estratégias de manejo. A pesquisa se concentrou em avaliar os benefícios da técnica minimamente invasiva em comparação com as abordagens cirúrgicas abertas tradicionais, assim como em identificar as complicações mais comuns e o impacto da experiência cirúrgica nos desfechos. Método: Foi conduzida uma revisão sistemática, abrangendo publicações entre 2019 e 2024, nas bases de dados PubMed, Scopus, Embase e Cochrane Library. Os critérios de inclusão contemplaram estudos clínicos, revisões e metanálises que discutem aspectos técnicos da técnica TAPP, complicações associadas e o uso de materiais sintéticos e biológicos no reparo de hérnias ventrais. Foram excluídos estudos que não apresentavam dados concretos sobre complicações ou que se concentravam em técnicas abertas. Resultados: Os estudos revisados destacaram que a técnica TAPP proporciona vantagens como menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e melhores resultados estéticos. No entanto, complicações, ainda que raras, foram relatadas, incluindo dor crônica, formação de seromas, infecções e lesões intestinais. Além disso, a experiência do cirurgião foi identificada como fator crucial na redução das complicações. A introdução de telas biológicas demonstrou-se eficaz em casos de contaminação, mas apresentou desafios relacionados ao alto custo. Conclusão: A técnica TAPP representa uma abordagem eficaz e segura para o reparo de hérnias ventrais, especialmente quando realizada por cirurgiões experientes. As complicações podem ser minimizadas com a escolha adequada de materiais e com o treinamento contínuo dos profissionais. O estudo reforça a necessidade de padronizar o treinamento cirúrgico e utilizar simulação para otimizar os resultados e reduzir a incidência de complicações pós-operatórias.
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