O LACAN DE ALAIN BADIOU E A ANTIFILOSOFIA DO DESEJO

Autores

  • Fábio Liborio Rocha Pós-doutor em Psicologia pela UNB, psicanalista e historiador pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Pesquisador Associado do Observatório Brasileiro de hábitos alimentares - OBHA, Fundação Oswaldo Cruz de Brasília. Distrito Federal, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-9888-1077 E-mail: [email protected]
  • Eli Siqueira Alves Ph.D. Engenharia e Modelagem Industrial - Aix-Marseille III Université /ULSH/Paris – França (regime cotutela - 2008/2012). Master D' Études Complémentaires. M.Sc. Ciências e Engenharia – UFAM (1996/1998). Especialização em ESG - UFSM/FETAGRI (1994). Formação em Administração de Sistemas - UFRRJ (1992). Graduação complementar em Engenharia Industrial (UTAM). Fez residência acadêmica na Moscow State University (MSU), pesquisador associado na Academia de Ciência da Rússia.
  • José Roberto Pereira dos Santos Doutor em Educação pela Universidade Federal de Alagoas.

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.15598143

Palavras-chave:

Filosofia da Psicanálise, Lacan, Badiou, Desejo, Filosofia, Antifilosofia

Resumo

Nossa investigação teórica analisa um Lacan criticado pelo filósofo Alain Badiou, como um antifilósofo, mediando o desejo do sujeito como o desejo do outro. Segundo Badiou o Lacan da antifilosofia começa quando o sujeito supera o antiédipo. Logo, o sujeito de Lacan é incondicionado, promotor do impulso subjetivo que invisivelmente escapou de uma ordem sensória inteira de metas, freudiana. Todavia o desejo no sujeito é único e se emancipou como sujeito narcísico, sujeito como tal. Este o é, em sua própria lei, em sua ausência de lei. Badiou propõe Lacan em sentido ontológico a tarefa antifilosófica de romper com o domínio freudiano da palavra sobre a mente humana ao investigar os enganos linguísticos do sujeito. Ocorre então uma diferenciação entre o desejo de Lacan e o desejo de Freud que aquele assumiu como sujeito de linguagem a partir de seus conceitos de inconsciente. Em Lacan, o desejo do outro pode também ser crível e sabê-lo por mim. Assim, o desejo do homem, é o desejo do Outro. Com efeito, o amor, será o amor do Outro em eterno devir porque segundo Lacan o amor sempre faz signos recíprocos. Para designar esse deslocamento do conhecimento do desejo para Freud, Lacan cunhou a linguagem do nome do pai inconsciente, a porta de entrada de sua antifilosofia.

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Publicado

2025-06-05

Como Citar

Rocha, F. L., Alves, E. S., & Santos, J. R. P. dos. (2025). O LACAN DE ALAIN BADIOU E A ANTIFILOSOFIA DO DESEJO . Revista OWL (OWL Journal) - REVISTA INTERDISCIPLINAR DE ENSINO E EDUCAÇÃO, 3(2), 448–458. https://doi.org/10.5281/zenodo.15598143