A solidão de Charlie Brown no universo Peanuts: entre o desamparo e a persistência
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.19718108Palavras-chave:
Peanuts, Charlie Brown, Solidão, Psicanálise, SemióticaResumo
Este estudo analisa a representação da solidão e do desamparo existencial no universo de Peanuts, criado pelo cartunista norte-americano Charles Monroe Schulz, tomando o personagem Charlie Brown como eixo central de investigação. Embora a obra utilize uma estética minimalista e personagens de aparência infantil, dotados de uma complexidade tipicamente adulta, ela articula reflexões profundas sobre a condição humana e as neuroses da modernidade. O objetivo principal é compreender a solidão de Charlie Brown não como ausência de companhia, mas como um elemento estrutural de sua subjetividade no laço social. Metodologicamente, a pesquisa é de natureza qualitativa e bibliográfica, de cunho teórico-interpretativo, utilizando o método dedutivo para analisar o corpus da obra à luz de um referencial interdisciplinar que abrange a semiótica, a filosofia e a psicanálise. Os resultados demonstram que a dinâmica de interação do protagonista ilustra o “Dilema do Porco-Espinho”, caracterizado pela tensão entre a busca por afeto e a vulnerabilidade diante da agressividade alheia. Conclui-se que a obra de Schulz transcende o entretenimento ao validar o desamparo e a falha como partes integrantes da experiência viva.
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