O impacto emocional do primeiro diagnóstico de câncer: reflexões sobre o papel da psicologia hospitalar no acolhimento inicial
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.19713425Palavras-chave:
Psicologia Hospitalar, Psiconcologia, Acolhimento, Impacto Emocional, HumanizaçãoResumo
O diagnóstico de câncer representa uma ruptura drástica na continuidade existencial do sujeito, evocando reações de choque, negação e desamparo que impactam diretamente a adesão terapêutica. Este estudo objetivou analisar as evidências científicas atuais sobre o impacto emocional do primeiro diagnóstico e o papel mediador da psicologia hospitalar no acolhimento inicial. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, orientada pelo protocolo PRISMA, com recorte temporal entre 2015 e 2025. A busca foi realizada nas bases de dados SciELO, LILACS e PePSIC, resultando na seleção de 10 artigos empíricos para análise qualitativa. Os resultados indicam que o suporte psicológico nas primeiras 48 horas é determinante para mitigar sintomas de estresse agudo e transtornos adaptativos. A literatura destaca que a comunicação de más notícias, quando mediada por uma escuta qualificada, favorece a resiliência e a reorganização do self diante da finitude. Conclui-se que o acolhimento, enquanto tecnologia leve de cuidado e diretriz da Política Nacional de Humanização, é indispensável para a sustentabilidade do tratamento oncológico. A atuação do psicólogo hospitalar no momento do diagnóstico preenche uma lacuna crítica entre o rigor do protocolo biomédico e a subjetividade do paciente, transformando o trauma da notícia em uma possibilidade de cuidado integral e humanizado.
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