Epistemologias surdas e a afirmação de uma identidade visual-espacial

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.19936435

Palavras-chave:

Epistemologias Surdas, Língua de Sinais, Identidade Visual-Espacial, Educação Bilíngue

Resumo

O presente artigo analisa as tensões entre os modelos clínico-patológico e socioantropológico da surdez, investigando como as epistemologias surdas fundamentam novas práticas pedagógicas e identitárias. O objetivo central é discutir a importância da língua de sinais na constituição do sujeito surdo e problematizar as barreiras históricas que impedem sua autonomia intelectual e cultural, propondo uma descolonização do saber na educação especial. A metodologia adotada consiste em uma revisão bibliográfica de cunho qualitativo e analítico, fundamentada em autores como Quadros, Perlin, Skliar e Strobel, que sustentam a transição da visão de "deficiência" para a de “diferença linguística e cultural”. Os resultados indicam que a língua de sinais é o núcleo ontológico da identidade surda, transcendendo a função comunicativa para estruturar o pensamento e a produção de conhecimento através da visualidade. O estudo destaca a educação bilíngue como requisito indispensável para o desenvolvimento cognitivo pleno, combatendo a privação linguística imposta por modelos oralistas. Conclui-se que a afirmação das epistemologias surdas e o protagonismo de pesquisadores surdos são atos políticos essenciais para romper com o “ouvintismo” e promover uma sociedade que valorize a diversidade visual-espacial como uma manifestação legítima da pluralidade humana.

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Publicado

2026-05-01

Como Citar

Silva, A. R. S. da, Miranda, A. L. A., Júnior, D. R. da S., Miranda, S. M. B. da S., Lopes, L. C. da S., Ferreira, H. H. da S., Carvalho, D. da S. de, Ferreira, N. G., Martins, E. F., & Cordeiro, J. dos S. (2026). Epistemologias surdas e a afirmação de uma identidade visual-espacial. Revista OWL (OWL Journal) - REVISTA INTERDISCIPLINAR DE ENSINO E EDUCAÇÃO, 4(5), 1–16. https://doi.org/10.5281/zenodo.19936435