Teoria da agência e governança: análise comparativa entre uma instituição bancária pública e uma privada
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20500204Palavras-chave:
Governança Bancária, Compliance, Accountability, Desempenho Financeiro, Performance BancáriaResumo
O presente estudo analisou o impacto de distintos modelos de governança corporativa na condução estratégica e no desempenho de bancos com naturezas jurídicas diversas, visando identificar práticas que potencializam o valor organizacional. Por meio de uma pesquisa qualitativa e descritiva, pautada em análise documental, contrastou-se a governança estatal do Banco da Amazônia com o modelo de mercado do Itaú Unibanco. Os resultados indicam que a estrutura jurídica condiciona diretamente a performance; instituições com conselhos independentes e transparentes apresentam maior agilidade e eficiência. Enquanto o Itaú Unibanco demonstrou um modelo robusto, alinhado às diretrizes do IBGC, indicadores ESG e accountability, o Banco da Amazônia revelou lacunas em transparência e equidade. Sob a ótica da Teoria da Agência, tais vulnerabilidades elevam riscos de conflitos de interesse, sugerindo a necessidade de fortalecer mecanismos de controle e sucessão. A originalidade e relevância desta pesquisa residem na análise das práticas de governança nos setores bancários público e privado, o que permite identificar os determinantes da integridade e dos resultados financeiros. Sob a ótica teórico-metodológica, o estudo reforça a governança corporativa como pilar da eficiência bancária, especialmente em termos de transparência, riscos e estratégia. Nesse contexto, a composição do Conselho de Administração torna-se o elemento central para distinguir a governança de cunho normativo (privada) daquela sujeita a interferências políticas (pública). No âmbito social e da gestão, os resultados comprovam que a estrutura do conselho atua como um determinante estratégico para a supervisão e adaptação a pressões externas, corroborando as conclusões de Lugoboni et al. (2018).
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