Teoria Crítica e formação do psicólogo: por uma educação emancipatória a partir de Adorno e Horkheimer
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20438608Palavras-chave:
Teoria Crítica, Indústria Cultural, Educação EmancipatóriaResumo
Este artigo investiga as contribuições da Teoria Crítica de Theodor W. Adorno e Max Horkheimer para a formação do estudante de Psicologia, com foco nos conceitos de Indústria Cultural e Dialética do Esclarecimento. Para tanto, problematizamos como (I) a racionalidade instrumental molda a subjetividade e consolida formas de dominação, analisando o papel da arte como resistência à ideologia dominante e (II) de que maneira a Indústria Cultural, ao transformar a arte em mercadoria, reforça a alienação e esvazia o pensamento crítico. Em resposta, (III) analisamos como o ensaio de Adorno Educação Após Auschwitz propõe uma educação emancipatória que valorize a sensibilidade estética como meio de questionamento e resistência. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, baseando-se em obras de Adorno e Horkheimer, sobretudo a Dialética do Esclarecimento, além de comentadores, para analisar como a formação do psicólogo pode transcender uma abordagem meramente técnica e incorporar uma dimensão ética e crítica, possibilitando a autonomia do sujeito e a ruptura com formas de dominação psicológica e social. Este estudo integra o projeto “Educação estética: a importância da educação estética para a formação de estudantes de psicologia”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG/APQ-01084-23).
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