Diagnóstico de trematódeos da família Diplostomidae em peixes: revisão dos métodos laboratoriais
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20437447Palavras-chave:
Diplostomidae, peixes, técnicas laboratoriais, trematódeosResumo
Introdução: Os trematódeos da família Diplostomidae constituem importantes parasitos de peixes, associados a alterações sanitárias, produtivas e ecológicas em ambientes naturais e sistemas aquícolas. O diagnóstico adequado dessas infecções é essencial para o manejo sanitário e para a compreensão epidemiológica do grupo. Referencial Teórico: A revisão evidenciou que os Diplostomidae apresentam ciclo biológico complexo, interação parasito-hospedeiro relevante e impactos diretos sobre a saúde dos peixes, especialmente em tecidos oculares, comprometendo desempenho e susceptibilidade a predadores. Metodologia: Trata-se de estudo bibliográfico, qualitativo, descritivo e exploratório, conduzido por meio de Revisão Integrativa da Literatura, com buscas realizadas nas bases PubMed, BVS-Vet, SciELO e ScienceDirect, utilizando descritores em português, inglês e espanhol, no recorte temporal de 2015 a 2025. Resultados e Discussão: Os estudos analisados demonstraram que métodos convencionais, como inspeção clínica, microscopia e avaliação morfológica, permanecem amplamente utilizados pela praticidade e menor custo, porém apresentam limitações diagnósticas. Em contrapartida, técnicas complementares, como histopatologia, PCR, qPCR, sequenciamento gênico e métodos imunológicos, ampliam a sensibilidade, especificidade e precisão taxonômica. Tecnologias emergentes, como biossensores e inteligência artificial, mostraram potencial promissor para aplicação futura. Conclusão: Conclui-se que a integração entre metodologias tradicionais e técnicas laboratoriais avançadas representa a estratégia mais eficiente para o diagnóstico dos Diplostomidae, sendo necessária a ampliação de estudos voltados à padronização de protocolos e redução dos custos operacionais.
Referências
ACOSTA, A. A. et al. Aspectos parasitológicos dos peixes. In: SILVA, RJ., orgs. Integridade ambiental da represa de Jurumirim: ictiofauna e relações ecológicas [online]. São Paulo: Editora UNESP, 2016, pp. 115-192. ISBN 978-85-6833-478-2.
ALSHEHRI, E.; ABDEL-GABER, R.; AL-QURAISHY, S. Ferramentas de identificação de Diplostomum spathaceum Rudolphi, 1819 (Diplostomida: Diplostomidae), um trematódeo parasita da gaivota-prateada (Larus argentatus). Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia. 76(4), 2024.
AVSEVER, M. L. et al. Primeiro relato de Diplostomíase em trutas arco-íris (Oncorhynchus mykiss) cultivadas na Turquia. Ankara Üniversitesi Veteriner Fakültesi Dergisi. 63: 377-381, 2016.
BARATA, S. D.; DÖRÜCÜ, M.; GÜRSES, Murad. Identificação e investigação molecular de Diplostomum em Capoeta umbla capturada em fontes de água doce na Turquia. Genetics of Aquatic Organisms. 6(2), 2022.
BELEM-COSTA, A. et al. Protocolos para diagnóstico de doenças em peixes. 1. ed. Curitiba: Appris, 2021. 103 p.
CRUZ, A. et al. Efeitos da diversidade genética no estado de saúde e nas características parasitológicas em uma população de peixes selvagens que habita uma lagoa costeira. Animals, 15, 2195, 2025.
CRMV-MG, Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Minas Gerais. Doenças parasitárias em peixes de produção. Cadernos Técnicos de Veterinária e Zootecnia da UFMG, nª 101, 2022.
HOBY, S. et al. Infecção fatal por Diplostomum phoxini em filhotes de papagaio-do-mar-atlântico (Fratercula arctica) em cativeiro após ingestão de peixinhos-europeus infectados Phoxinus phoxinus. Diseases of Aquatic Organisms. 150: 161-167, 2022.
HUPAŁO, K. et al. Um novo método para detecção e identificação rápidas de parasitas em peixes através da homogeneização do peixe inteiro. Research Square. 2025.
LIMA, T. R. de F. Doenças parasitárias em peixes de riachos: deficiência de informações e perspectivas para novos estudos. 2024. Dissertação (Mestrado em Patologia Ambiental e Experimental) - Universidade Paulista (UNIP), São Paulo, 2024.
MAHDY, O. A.; ATTIA, M. A.; SALEM, M. A. Análise epidemiológica multidisciplinar utilizando abordagens moleculares, morfológicas e imunológicas nas infecções por diplostomasis em Oreochromis niloticus. Preprint. 2024.
ONDRÁČKOVÁ, M et al. Formação de sacos induzida por Diplostomum nas lentes de Ameiurus Touro-cabeça-de-touro: uma resposta de defesa do hospedeiro? Journal of Fish Diseases. 48, e14137, 2025.
PADRÓS, F.; KNUDSEN, R.; BLASCO-COSTA, I. Caracterização histopatológica de lesões retinianas associadas à infecção por espécies de Diplostomum (Platyhelminthes - Trematoda) em truta-alpina polimórfica (Salvelinus alpinus). IJP: Parasites and Wildlife. 7: 68-74, 2018.
SCHWELM, J. et al. Caracterização molecular e morfológica de Diplostomum phoxini (Faust, 1918) com uma classificação revisada e uma nomenclatura atualizada das linhagens em nível de espécie de Diplostomum (Digenea Diplostomidae) sequenciadas. Parasitology. 148: 1648-1664, 2021.
SOUSA, W. B. B. de et al. Primeiro relato de Diplostomum lunaschiae (Digenea, Diplostomidae) parasitando cinco espécies de peixes em um riacho na Caatinga, Brasil. Pan-American Journal of Aquatic Sciences. 17(2): 161-168, 2022.
SIQUEIRA, R. S.; CUNHA, J. C. de L.; VILELA, V. L. R. Vigilância sanitária e Diplostomidae em peixes do açude de Orós, Ceará. Cadernos ESP. 17, e1483, 2023.
SUGG, H. et al. Integração de métodos mistos na análise de dados em ensaios clínicos de intervenções complexas em saúde: protocolo para uma revisão sistemática metodológica. BMJ Open, London, 2025.
TAVARES-DIAS, M.; CHAGAS, E. C.; MACIEL, P. O. Parasitismo e seus efeitos sanguíneos e histopatológicos em peixes. In: MATTOS, B. O. de et al. (org.). Aquicultura na Amazônia: estudos técnico-científicos e difusão de tecnologias. Ponta Grossa: Atena Editora, 2021. cap. 21, p. 311-324.
TILMAN, J. et al. Uma revisão bibliográfica aprofundada sobre o desenho de estudos em metodologia de pesquisa qualitativa. International Journal of Social Research Methodology, London, 2025.
VILLA-O’DOGHERTY, A. et al. Diversidade genética da tênia asiática do peixe Schyzocotyle acheilognathi Yamaguti, 1934 populações de hospedeiros de peixes de água doce introduzidos e nativos no México. BioInvasions Records. 14(1): 107-121, 2025.



































