Internacionalização da ciência e os estudos CTS: circulação desigual de saberes e impactos socioculturais

Autores

  • Andréia Businaro Forim
  • Bruno Soto de Andrade
  • Aline de Fátima Cruz Rodrigues
  • Ubirajara Donisete Ferreira Leão
  • Rafaela Vareda Goffredo Santini
  • Ronaldo Pereira Souza

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.20603201

Palavras-chave:

Internacionalização da Ciência, Estudos CTS, Circulação desigual de saberes

Resumo

A internacionalização da ciência e da educação superior tem sido apresentada como condição necessária para o avanço científico, tecnológico e institucional. Contudo, estudos recentes no campo Ciência-Tecnologia-Sociedade (CTS) e das Epistemologias do Sul demonstram que tal processo é atravessado por assimetrias históricas e geopolíticas que configuram a circulação desigual de saberes, tecnologias e práticas científicas. Este trabalho, fundamentado em pesquisa bibliográfica, analisa como a internacionalização é marcada por relações de poder que reforçam a colonialidade do saber. Além de problematizar o discurso hegemônico da neutralidade científica, o estudo evidencia que a produção de conhecimento é socialmente situada, politicamente condicionada e profundamente hierarquizada entre Norte e Sul globais. Conclui-se que a reconstrução de uma ciência mais justa requer a valorização dos saberes periféricos, a ampliação das redes de cooperação Sul-Sul e a promoção de ecologias de saberes que rompam com a lógica de dependência acadêmica.

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Publicado

2026-06-09

Como Citar

Forim, A. B., Andrade, B. S. de, Rodrigues, A. de F. C., Leão, U. D. F., Santini, R. V. G., & Souza, R. P. (2026). Internacionalização da ciência e os estudos CTS: circulação desigual de saberes e impactos socioculturais. Revista OWL (OWL Journal) - REVISTA INTERDISCIPLINAR DE ENSINO E EDUCAÇÃO, 4(6), 1–19. https://doi.org/10.5281/zenodo.20603201