A máscara e o estranho: persona, alienação e educação em "Ensaio sobre a cegueira"

Autores

  • Egberto Pereira dos Reis
  • Jéssica de Jesus Ferreira
  • Luciana Elisa de Mendonça
  • Carolina da Cunha Reedijk

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.20603450

Palavras-chave:

máscara, alteridade, psicanálise, educação, Ensaio sobre a cegueira, estranhamento, subjetividade

Resumo

Este artigo analisa a articulação entre máscara, alteridade e formação humana a partir de um diálogo entre Freud, Sartre, Nietzsche, Foucault e José Saramago. A partir da metáfora central de Ensaio sobre a cegueira, discute-se como a modernidade transforma a persona, antes mediadora simbólica, em mecanismo de defesa e alienação. Em Sartre, a máscara torna-se expressão da má-fé e da identidade cristalizada pelo olhar do outro; em Freud, a experiência do estranho (Unheimlich) revela o retorno do recalcado e o desmascaramento do sujeito. Saramago radicaliza essas tensões ao mostrar que a cegueira coletiva representa a dissolução das máscaras sociais e a exposição da violência, do desamparo e da fragilidade humana. O ensaio propõe, assim, uma pedagogia do desvelamento, na qual educação e psicanálise convergem para a formação do olhar ético, capaz de reconhecer o outro e a si mesmo. Ao integrar as noções de máscara, estranhamento e cuidado de si, a reflexão aponta a educação como espaço de elaboração, travessia e reconstrução subjetiva em tempos de “cegueiras luminosas”.

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Publicado

2026-06-09

Como Citar

Reis, E. P. dos, Ferreira, J. de J., Mendonça, L. E. de, & Reedijk, C. da C. (2026). A máscara e o estranho: persona, alienação e educação em "Ensaio sobre a cegueira". Revista OWL (OWL Journal) - REVISTA INTERDISCIPLINAR DE ENSINO E EDUCAÇÃO, 4(6), 1–19. https://doi.org/10.5281/zenodo.20603450