Educação, inteligência artificial e sustentabilidade democrática: agência humana, justiça cognitiva e limites da mediação algorítmica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.20767630

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Educação, Democracia, Direitos Fundamentais, Governança Digital

Resumo

A imersão em ecossistemas digitais impõe o desafio de distinguir a complexidade da inteligência biológica da eficiência sintática dos sistemas contemporâneos de Inteligência Artificial (IA). Este estudo analisa os limites epistemológicos da IA e seus impactos sobre a autonomia intelectual, a educação e a sustentabilidade democrática. Adota-se uma metodologia de revisão integrativa e crítica da literatura, fundamentada na epistemologia da complexidade de Edgar Morin e desenvolvida sob uma perspectiva interdisciplinar que articula neurociência evolutiva, pedagogia crítica, filosofia da tecnologia e constitucionalismo digital. Os resultados indicam que a crescente delegação de funções intelectuais a sistemas automatizados pode favorecer processos de dependência cognitiva, enfraquecimento da agência humana e redução da reflexão crítica, especialmente em contextos educacionais mediados por plataformas digitais. Demonstra-se que a IA opera por inferência estatística e reconhecimento probabilístico de padrões, carecendo de intencionalidade, historicidade e experiência consciente. Conclui-se que, embora constitua ferramenta relevante de apoio à aprendizagem e à produção do conhecimento, a tecnologia não é capaz de substituir a mediação humana na atribuição de sentido, na deliberação ética e na construção experiencial do saber. A preservação da autonomia intelectual, da justiça cognitiva e da supervisão humana significativa sobre os sistemas algorítmicos constitui requisito essencial para assegurar a dignidade humana e a sustentabilidade democrática no âmbito do constitucionalismo digital.

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Publicado

2026-06-19

Como Citar

Dantas, E. de F., Graim, J. S. M., Araújo, Ésio V. de, Abreu, C. S., Campos, T. L. C., Nascimento, G. F. da S., Júnior, J. R. C. do C. C., & Gueiros, P. de O. (2026). Educação, inteligência artificial e sustentabilidade democrática: agência humana, justiça cognitiva e limites da mediação algorítmica. Revista OWL (OWL Journal) - REVISTA INTERDISCIPLINAR DE ENSINO E EDUCAÇÃO, 4(6), 1–40. https://doi.org/10.5281/zenodo.20767630