O cuidador escolar e a construção das condições de mediação pedagógica no âmbito da educação inclusiva
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21271394Palavras-chave:
Cuidador escolar, Mediação, Zona de Desenvolvimento PróximaResumo
Este trabalho tem como objetivo discutir a atuação do cuidador escolar no contexto da educação inclusiva, enfatizando sua relação de colaboração com o professor e sua contribuição para a promoção da acessibilidade, da participação e do desenvolvimento dos estudantes Público-Alvo da Educação Especial. Trata-se de uma pesquisa de natureza teórico-bibliográfica, fundamentada na perspectiva histórico-cultural, especialmente no conceito de Zona de Desenvolvimento Próximo, desenvolvido por Lev S. Vigotski, por meio do qual se analisam as possibilidades de mediação exercidas pelo cuidador escolar no processo educativo. A análise evidencia que esse profissional não deve ser compreendido apenas como o responsável pelo atendimento das necessidades de higiene, alimentação, locomoção e demais cuidados pessoais dos estudantes, mas como um agente que, ao viabilizar sua participação nas atividades pedagógicas organizadas pelo professor, integra as condições objetivas necessárias à efetivação do ensino e da aprendizagem. Conclui-se que sua atuação, quando articulada ao trabalho docente e orientada por objetivos pedagógicos, favorece a inclusão escolar e potencializa o desenvolvimento dos estudantes, sem substituir as atribuições próprias do professor.
Referências
ALMADA, Francisco de Assis Carvalho. A formação do professor de educação infantil no contexto das políticas educacionais: uma análise na perspectiva histórico-cultural. São Luís: EDUEMA, 2015.
ARAÚJO, Denise Arouca; LIMA, Elenice D. R. de Paula. Dificuldades enfrentadas pelo cuidador na inclusão escolar de crianças com paralisia cerebral. Educação em Revista, Belo Horizonte, v.27, n.03, p. 281-304, dez. 2011. Disponível em <https://www.scielo.br/j/edur/a/k64F9RgXdKTSVdQjk5nDM8m/?format=pdf&lang=p> Acesso em: 23 jun. 2026.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução CNE/CEB n.º 2, de 11 de setembro de 2001. Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 14 set. 2001. Disponível em: <https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/resolucoes/resolucao-ceb-2001>. Acesso em: 27 jun. 2026.
BRASIL. Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 26 ago. 2009. Disponível em: Planalto – Decreto nº 6.949/2009. Acesso em: 29 jun. 2026.
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Sinopse Estatística da Educação Básica 2023. Brasília, DF: Inep, 2023. Disponível em: Portal das Sinopses Estatísticas do Inep. Acesso em: 27 jun. 2026.
BRASIL. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm>. Acesso em: 29 jun. 2026.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF: Presidência da República, 2015. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm> Acesso em: 20 de jun. 2026.
BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC, 2008.Disponível em: <https://www.gov.br/mec/pt-br/media/secadi/politicaseducacaoespecial.pdf>. Acesso em 27 jun. 2026.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/politica.pdf. Acesso em: 29 jun. 2026.
DUARTE, Newton. Vigotski e o "aprender a aprender": crítica às apropriações neoliberais e pós-modernas da teoria vigotskiana. Campinas: Autores Associados, 2021.
ELKONIN, Daniel. Sobre el problema de la periodización del desarrollo psíquico em la infancia. In: DAVIDOV, V; SHUARE, M. (Org.). La psicología evolutiva y pedagógica en la URSS (antologia). Moscou: Progresso, 1987. p. 104-124.
FACCI, Marilda Gonçalves Dias. Vigotski e o processo ensino-aprendizagem: a
formação de conceitos. In: MENDONÇA, Sueli Guadalupe de Lima e MILLER, Stela
(Orgs.) Vigotski e a escola atual: fundamentos teóricos e implicações pedagógicas.
Araraquara, SP: Junqueira & Marin, 2006. p. 123-148.
GHIRALDELLI JÚNIOR, Paulo. O que é pedagogia. São Paulo: Brasiliense, 2006.
LEONTIEV, A. N. Actividad, conciencia y personalidad. Habava: Editoral Puebo y Educación, 1981.
LEONTIEV, Alexis. N. O desenvolvimento do psiquismo. São Paulo: Centauro, 2004.
LOPES, Mariana Moraes; MENDES, Enicéia Gonçalves. Profissionais de apoio à inclusão escolar: quem são e o que fazem esses novos atores no cenário educacional? Revista Brasileira de Educação. v. 28 e280081. p. 1-24. 2023. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rbedu/a/yqP8xC4sNCMRTRRqJXPBw8w/?lang=pt>. Acesso em 23 jun. 2026.
MARINHO, Fabiana da Silva; SILVA, Silvia Maria da Cintra; CORREA, Bruno Sartini, Apropriações do conceito de Zona de Desenvolvimento Próximo e suas repercussões. Psicologia USP, volume 36, e240121, p. 1-8, 2025. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/pusp/a/bWZNhtTQ5ZCTQswCSFp5BxQ/?format=pdf&lang=pt>. Acesso em: 29 jun. 2026.
MELLO, Suely Amaral. A escola de Vygotsky. In: CARRARA, Kester. Introdução à psicologia da educação: seis abordagens. Campinas: Avercamp, 2004. p. 135-155.
Organização das Nações Unidas. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Nova York: ONU, 2006. Disponível em: Nações Unidas – Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Acesso em: 29 jun. 2026.
PAGAIME, A; PRIETO, Rosângela G. Pessoas com deficiência e as cotas do SISU: mapeamento dos critérios de elegibilidade. Caderno de Pesquisa da Fundação Carlos Chagas, São Paulo, v. 54, e10610, p. 1-123, 2024. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/cp/a/JvkPRYQymXq3KNVNdqFjwFS/format=pdf&lang=pt>.Acesso em: 30 jun. 2026.
PRESTES, Zoia. Quando não é quase a mesma coisa: traduções de Lev Semionovitch Vigotski no Brasil. Campinas: Autores Associados, 2021.
UNESCO. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais. Brasília, DF: UNESCO; CORDE, 1994. Disponível em: Portal do MEC – Declaração de Salamanca. Acesso em: 29 jun. 2026.
VIGOTSKI, Lev Semenovich. Obras escogidas II. Madrid: Visor Distribuciones, 1993.
VIGOTSKI, Lev Semenovich. Obras escogidas IV. Madrid: Visor Distribuciones, 1996.
VIGOTSKI, Lev Semenovich. Obras escogidas IV: Fundamentos de Defectologia. Tradução: Programa Institucional de Ações Relativas às Pessoas com Necessidades Especiais (PEE). Cascavel: EDUNIOESTE, 2022.
VIGOTSKI, Lev Semenovich. A brincadeira e o seu papel no desenvolvimento
psíquico da criança. Revista Virtual de Gestão de Iniciativas Sociais, nº 8, p. 23-36, 2008. Disponível em: <https://drive.google.com/file/d/1QHpzpwMHtP--7gFBUFEWuQdz7P2freY2/view>. Acesso em: 27 abr. 2026.





































