De 1988 a 2013: os Capitães da Areia pós-modernos, a infância ferida pela doutrina de proteção integral e o fim dos direitos humanos de Costas Douzinas
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21796447Resumo
Uma observação empírica permite notar que todas as organizações sociais (re)conheceram (?) os seus correlativos direitos humanos. Nos movimentos da História, pode-se apontar os direitos humanos dos patrícios e dos escravos (Código de Hamurabi, Código de Manu etc.), dos senhores feudais e dos servos da gleba (v.g., nos forais). Igualmente os burgueses, durante as investidas na tomada do poder, exprimiram desde cedo o que ambicionavam com a rol de direitos humanos que apresentaram. As sístoles e diástoles históricas criam um quadro de complexidade que exige, por parte do pesquisador, um rigoroso exercício intelectual no sentido de apreender e interpretar esses fatos na perspectiva de analisar e compreender a dinâmica histórica do Ser Humano envolvendo a temática Direitos Humanos. Assim, em razão de o mundo não ser tematizável e apreendido sua totalidade em uma única unidade é que se opta por uma apreciação utilizando-se de um marco temporal: A promulgação da Constituição de 1988.
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